domingo, 28 de novembro de 2010

NOS OLHOS E NA ALMA . . .

Vai romper esse peito,
Represa de lágrimas
Contidas, pesadas e profundas,
Se não abro as comportas.


Paredes que emuralham
Lembranças e lições amargas,
Resistirá as intempéries
Sem se deixar ruir?


Poderá fazer água
Pelas trincas e vãos
De antigas recordações,
Antes contidas pelo poder vital?


Estruturas fornidas e arcaicas
Resistem desesperadas
Temendo que desejos ocultos
Sejam levados de roldão.


Temo que levem para o vazio
Cadáveres de esperanças
E as artimanhas dos sonhos,
Logo após a primeira aresta.


Mas se desfeitas as peias,
Colham-me aos baldes
E sirvam-me como chuva
Onde houver sementes.

(Não há limites, só o incontido)

Tácito

8 comentários:

Solange disse...

com você germinar é sempre uma certeza...

que lindo poema.

beijos

Guará Matos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Guará Matos disse...

Explode coração!
Explode emoção!
E que cada vez mais sejam regados.
Abraços.

Guará Matos disse...

Olá, de volta pra dizer que o resultado do sorteio já esta publicado.
Abraços.

Maria Ribeiro disse...

T@cito-XANADU: é preciso que a alma expluda ,por vezes, para se renovar!Enche-te de alegria, POETA...Faz da vida o hino dos teus dias!
Parece-me que não estás dando aos teus leitores o "miminho" da tua poesia. Vamos, POETA, espero por notícias tuas, neste cantinho de muito valor!
Beijo de respeito e amizade
Mª ELISA

Guará Matos disse...

Preciso do endereço, amigo, pra ser enviado o livro. No post tempara onde deve me enviar.
Abraços.

Lua Nova disse...

Emocionante, meu caro.
Um poema vivo. A última estrofe é maravilhosa.
Obrigada pelas notícias.
Beijokas.

mARa disse...

Preciso comentar?

Beijo!

Paz e LUz!