segunda-feira, 4 de outubro de 2010

DOS ALVORES





É antiga paixão
Ainda não esgotada
Jaz fingidamente.


Até a saudade agora
Da saudade mais remota
Tem saudade.


Como furacão vem desperta
Ordena, manda, espicaça
Submete o apaixonado
A total desolação.


Fantasias da imaginação
Unem paixões e momentos
Ternas lembranças
Recordações criança
Dos transitórios momentos
Dos alvores da paixão.


Enredados se descobrem finalmente
Nas malhas de amor ardente
E,
No estonteante culto desse envolvimento
Amam-se, início de outro ciclo.


Não sou poeta
Fui amante.

Tácito

6 comentários:

Domingos Barroso disse...

Camarada,
e na plenitude
do ser amante
exasperadamente
é ser mais poeta.

Forte abraço.

lucidreira disse...

Acho incrível como os poetas expressam-se de uma maneira que flui como brisa, sempre suave e envolve-nos com suas palavras delicadas e diretas.
Não sei nada de nada sobre como comentar um poema, mais sou semsível a eles.
Abraço

mARa disse...

Sou amante
Por isso sou Poeta.

bjo!

lusibero disse...

SOU AMANTE...Não me sinto poeta, mas amo a força de sentimentos como o seu...POETA!

Lua Nova disse...

Meu querido poeta

No arder das paixões, vivem o poeta e o amante...
Espero que esteja tudo bem e em paz.
Beijokas.

Guará Matos disse...

Paixões...grandes paixões!
Me lembro de tantas.

Abraços.