terça-feira, 28 de abril de 2009

A HORA VINTE E CINCO


O negro escaravelho,
traz a dor maldita.
E perante o invejoso espelho,
antevejo a hora desdita.

Muito ainda a ser feito,
Não é tempo de ir.
Não tem jeito!
Não vejo uma folha cair.

Sei que o outono, é em breve.
A vida não é infinda,
cabelos tintos de neve
falta uma demão ainda.

Taças vazias nos altares.
Meu coração, ainda não fibrila,
alheio a pesares...
Quero ser o último da fila.

Nada de cansaço,
sonho outra vida;
Arremeço anos ao espaço,
adio a partida.

(Hoje sacrifico mais um touro de Abril...)


T@CITO/XANADU