quarta-feira, 29 de abril de 2009

SEGURA, É TEU.


Não haverá saciedade,
os cães latindo sabem.
Esperança vã da sociedade,
tese e antítese se mordem.

O silêncio das coisas ignoradas,
conspiram novos planos.
Esperanças são renovadas,
sonâmbulos insanos.

O velho ensina o novo,
o novo alimenta.
Amarga o povo.
Odeia e experimenta.

Não choro a indigência,
não sinto nada,
não entendo nada.
Apenas, finjo benevolência.

Culpado sou eu?
Das vilezas humanas,
de querer somente o meu,
isso são chagas urbanas.

Há males. Adianta negá-los?
Negar é não perder.
A ordem e ganhá-los,
não quero nem saber!

Políticos atores,
manipulam riquezas.
Desconhecem os horrores,
de quem amarga a pobreza.

Queria muito me importar,
O racional, afoga o fraterno.
lutar, não aceitar...
É bater de frente com o inferno.