terça-feira, 24 de março de 2009

P A R T I D A


Te desesperas porque já vou embora ?
Deixa-me, desprendas os laços,
permita uma alegria a quem chora.
Beija-me, mas abra teus braços.


Penso nas horas mortas,
na agonia de noites insones.
Mesmo, não havendo trancas nas portas.
Nem sonhos, nem emoções.


Inunda teus olhos claros,
lágrimas, não sei se sofridas,
suspiros entrecortados
dores na partida, logo esquecidas.


Agora livre para sonhar.
Que nunca passe o tempo,
viajo só, nas asas do vento.
Assovio devagarinho, começo a cantar...


Te gosto assim, silenciosa.
Tatuada no meu peito vazio,
espectral e misteriosa.
minha mente livre, meu corpo vadio.


(Liberdade ainda que tardia...)