quarta-feira, 25 de março de 2009


Poesia,poesia,poesia...
Poesia de rua. Pra pregar em poste. Pra pregar em poeta. Pra pregar em árvore. Pra pregar no vento.

A palavra escancarada, desrespeitada, esfolada, estrebuchando num beco.

Dar um pau na poesia pra ver se ela toma jeito. Ou toma uma atitude. Sem gelo. Dar um pau no poeta pra ver se ele pega no tranco. Três cabeçadas no muro. Poesia sem vergonha de ser poesia. Ensinando o poema a falar, na marra. Palavras goela abaixo, fazendo o caminho de volta. Poesia pra quem tem medo de poesia. Pra quem tem medo da vida, pois poesia e vida são a mesma coisa. E lá vem a poesia descendo a ladeira, subindo o morro. Poesia explodindo em estilhaços por todos os lados.


Nicolas Behr