sábado, 21 de fevereiro de 2009

FILOSOFASTRO


“Não tenha medo de morrer. Porque, a morte morreu de medo ao ver Jesus Cristo nascer.” (Jayme Mere)


Ao contrário de tantos,
Temo a vida, não a morte.
Morrer todo dia um pouco?
Melhor morrer apenas uma vez.
É alívio trocar meias alegrias
Por inteira melancolia.
Estrangula-te o grito, ou
a escuridão te asfixia?

Tudo morre...
Deuses morrem
Desejos morrem
Beleza morre
Juventude morre
O dia seguido pela noite, também abrevia.
É a realidade que sepulta a fantasia,
A morte mata o sentido da vida.

Sopra a vela, morre a luz.
Morte no cadafalso,
Morte na cruz.
Com cicuta, ou
Doença de puta, tanto faz.
O alimento mata a fome.
A dor, meu vazio interior.
A alma escassa, o pensador medíocre.

A verdade aniquila a mentira,
O bem se interpõe entre o mal.
Corpos apenas se abraçam, almas se enlaçam.
Quem não teme a morte, herda a eternidade.
Morrer, não é o mesmo que não nascer.
É, simplesmente mais verdade.
Sons e cores o tempo descasca,
Também qualquer cultura se não for genuína e pura.

Morre também, tudo que acredito.
Isso me põe na garganta um grito,
Que também matará o silêncio e,
desmistificará um mito.
Morre os néscios, de tanta ignorância.
E, os sábios de tanta arrogância.

Muitos levados a morte, por medo dela.
Um dia a mais na vida, um dia mais próximo dela.

Algumas pás de terra,
Algumas flores do teu jardim,
está pronto meu réquiem.
Mais bonita é a mortalha,
Que o terno do meu casamento,
Que também serve para o último momento.
Assim é a vida, (?) uma vela que
Apaga-se com o vento.

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
(João 8:32)


T@CITO/XANADU