terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ANGÚSTIA TERNA





Lábios
Unidos à languidez de outros,
Vermelhos, úmidos.


Mãos
Tocando protuberâncias mornas,
Palpáveis, gelatinosas.


Olhos
Que falam coisas
Que os lábios não dizem.


Toques...
Frêmitos...
Palpitações...


Sede de encontros
Toques de sinos
Olhos que teimam em chover...

( Se posso me arrasto rumo ao poço )

Tácito

5 comentários:

Guará Matos disse...

Tantas contradições...
Abraços.

Graça Pereira disse...

"olhos que falam coisas que os lábios não dizem"...
Quanta vez???
Beijo
Graça

Denise Guerra disse...

Lindo, quente e estimulante! parabéns ao poeta mago das palavras! bjs!

Maria Ribeiro disse...

Mais "clara" a tua poesia, PAULO...
No entanto, sempre essas contradições que nos fazem duvidar do teu estado de alma...
Poema lindo...faz-me pensar na vida...como ela nos engana mostrando coisas que não se vêem...
Beijo
Mª ELISA

Sonhadora disse...

Poeta
Passei e adorei o que li, tomei a liberdade de seguir para voltar mais vezes.


Olhos
Que falam coisas
Que os lábios não dizem.

Este verso do seu poema está lindo...os olhos falam no sil~encio.

Beijo
Sonhadora