sábado, 25 de dezembro de 2010

Pernas, pra que te quero!

Minha vida
Como eu a quero
De pernas pro ar
Apenas um par
Dançando sem cessar


A valsa do tempo
A música do presente
No eterno existente.
Anda com pressa
Essas pernas fortes


Fugindo de todas as mortes
Buscando todas as sortes
Coloridos que mudem
O gosto da dor
O valor do amor.


Passo a passo
O passado levado
Aos limites do entendimento
Riscado à faca
Sem cruzar a linha do nada.


Pesadelo suado
Caminhar amputado
Sangue no sapato
Rabisca essas letras
Antes de coagular

Tácito

2 comentários:

Denise Guerra disse...

Oi! quando entro no seu blog tenho a impressão de que estou chegando num teatro para assistir o declamar de poesias fortes, intensas e verdadeiras. Adoro vir aqui! Vc conseguiu extrair muito do que acontece com quem dança. Sou dançarina e já teve dias de chegar em casa com o pé sangrando, mas, feliz de ter vivido aquela dança toda. FELIZ NATAL para vc e sua família!!! BJS!!

lucidreira disse...

Você reflete em seus poemas as verdades de nós, animais de sangue quente, que após as farras e as extravagâncias sangrentas, o sangue coagula após esfriar.
Espero que tenhas passado o Natal em plana Harmonia e Paz junto aos seus.
Abraço