terça-feira, 28 de setembro de 2010

Antes que refresque o dia, e se fujam as sombras...





Pude ouvir teu grito
Dentro do meu próprio grito.
No eco eles se foram
Por noite a dentro a soar...


Estávamos fundo
Vida.
Éramos dor.
Prazer e amor.


Se foi uma das gêmeas,
Cria da gazela.
É o grito que ecoa
Pelo túnel da realidade.


Minha mão, também dilacerada,
Escreve essa revolta surda
Que me abala o temer
A agonia de te ver mutilada.


Nunca mais essas bandas
De pêssegos fendidos,
Olorosos óasis ressurretos...


Que eu me posterne siderado e langue.
Que escorra-me da face o ódio e a fúria
À esse bicho, prestes a beber seu sangue.

(o medo é banal e fatal)

Tácito

6 comentários:

Maria Ribeiro disse...

T@cito- Xanadu: meu Deus!
Perdoa...não posso dizer NADA...
BEIJO
Mª ELISA

Wanderley Elian Lima disse...

Muito subjetivo, porém bonito poema.
Abraço

Guará Matos disse...

Gritos que ecoam juntos...
É tudo da alma.

Abraços.

lucidreira disse...

Olá, obrigado por comentar em meu espaço blog. Não posso fazer isso com freqüência em blogs como o seu, pois não entendo nada de poesias e comentar sem posse dos francos e técnicos conceitos de quem sabe dizer com conhecimento fica difícil.
De qualquer forma estou sempre lendo as muitas poesias sua e de pessoas que circulam em minha lista de blogs que sigo.
Abraço

Lua Nova disse...

Entender?
Pra quê?
Teu poema tem o impacto de um grito no escuro. É forte e belo.
Beijokas.

Vânia Moraes disse...

Poesia não se explica...Poesia é aquela sentida...eu te sinto poesia.

Beijos de brisa