quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PURO VINHO PURO


Nada de novo
a não ser o ovo
que aos olhos da gema
é o gemido do povo.

Nadar contra essas águas
e ser sempre a superfície
o artífice
das anáguas que me cobrem as horas.

A antítese
e a tese
de ter-se puro
por ter venenos
e destilar demônios
meu deus, em vinhos de amoras.

Baco, Baco
em que cais atraco
meus antônimos?!


Tácito

5 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

E o deus Baco toma conta de todos os sentidos, isso não faz sentido.
Abração

Guará Matos disse...

O problemas são os meus sinônimos. Depois de alguns cálices, insito nas comparações.

Abraços.

Isabel Montes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Isabel Montes disse...

Bem, o que o ritmo embriagado de palavras escolhidas a preceito, numa taça de bom vinho farão a Baco e a quem é apreciador de ... boa poesia?!

Parabéns!

Isabel
http://isabelmontes-poemas.blogspot.com

lusibero disse...

T@cito:nada que um bom copo de tinto da "BAIRRADA" não consiga resolver, meu querido...
BEIJO DE
Mª ELISA