terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Esta Poesia participou do 1º Concurso de poesias do blog GAZETA DOS BLOGUEIROS
Para poder voar
Não basta ruflar as asas
Há que se amputar os pés
Feitos de chumbo.


Permitir a fuga do olhar
Para todos os espaços.
Aprender flanar
Em espirais de vento.

Superar o medo, a vertigem.
Não beijar a flor no asfalto
Quando tiveres a asa fendida,
Perdida?

Singrar os pélagos do ar...
Um vôo transparente
Com asas feitas
Do fluído sutil do respirar.


Crer que todos os vôos,
Serão de liberdade,
Desde que sonhos,
Desde que verdade!


Saia procurando Deus
pelas encostas
E dando voltas,
Busque.


Resida com ele,
Na fímbria de sua asa
Emparelhe com ele
Em seu vôo, partilhe!

Com seus olhos
Semeie horizontes
Despeje azul no infinito
Com as asas, trace mapas.

Encha o vácuo
Com o vento do seu grito.
Com as asas na mímica do vôo,
Assopre vendavais.


Viaje com o vento
Visite os silêncios
Semeie no vento
A seara dos vôos.


Se somos móveis
E voadores
Voemos e bebamos
As águas das estrelas.


Ao fim, como uma gaivota
Mergulhe no mar
E saia voando para o infinito
Para logo depois, tudo recomeçar...

Meu corpo agora
Só sabe o idioma
Das águas e do vento.
Brisa, recado meu pelos ares.



" O que era vôo, são lentos passos agora."


T@CITO/XANADU

4 comentários:

Guará Matos disse...

Voar, subir e permanecer planando. Olhar do alto com a certeza que a liberda é tão natural e possível, que todos nós podemos alcançá-la.
O vôo é livre, podemos voar?
Devemos tentar.

Abraços meu rico poeta.

Paulo Braccini disse...

sim tentar voar ... mesmo que a queda seja nossa sina ...

lindíssimo querido amigo

bjux

;-)

Denise Guerra disse...

linda,linda,linda sua poesia! faz qualquer um voar junto! PARABÉNS!

Layara disse...

...beijos
sem comentários...

sou extensa
sou prolixa
sou impulsiva
...

Beijos então!