sábado, 26 de dezembro de 2009

UM DRAMA


Anseio essa tal felicidade
Não sei onde mora
Ou onde morre
Se é sonho ou realidade
Se está na rima sofrida
Ou em cada gota dos olhos caida.

Desejo-a como o cativo
Deseja a liberdade,
De realidade eu sobrevivo,
Seria de quimeras que vivo?
Tento encontrar contornos
Acabo sempre em teus seios mornos.

Vontade tenho de conhecê-la,
E mágoa de nunca ter me pertencido.
Seria questão de pertencê-la?
Felicidade é algo interessante!
É um ser egoísta e descontente
Não é passado, futuro ou presente.

Há a esperança dos que nunca a viram
Há a revolta de um mundo ingrato
Há milhares de olhos que choram,
Até o nada estampado na retina.
Enquanto não vem o desengano,
Abre se de novo o pano.

(Abre-se o pano para novos planos...)


T@CITO/XANADU