terça-feira, 27 de outubro de 2009

TUDO ILUSÃO . . .


E, depois que aquele domingo
é tão longe...
Nem mais me lembro
se já houve outro dia
Que tanta música trouxe
a todas as arquibancadas.
Lonas esticadas
De existências cruzadas
Charanga tocando, gentes sorrindo,
se amando.

Abrem-se as cortinas e deixa entrar
Das crianças curioso olhar...
Mágicos, palhaços e equilibristas
Dançando sempre, cantando sempre
Alegres, sempre rindo sempre.
Vivenciam tudo
Sentem tudo
sem trilhos
Com brilho
Nós
Voz

Na
Palheta
De cores
Bem iluminadas
Palpitam os saltimbancos
Atores de amores e horrores
Cantam-se as amadas imaginadas!

E que moça é
Quem uma flor (lilás) traz
E na ponta do pé
Um sorriso faz?

Quem dançando vem
E se eu pergunto,
Diz não ser ninguém?

E ainda falou assim dois pontos
- queres mais que um sorriso?

acaso não te basta
o reflexo do meu rosto?

(O tempo não é só alegria, reflito.)

- Entretanto
este instante
é só rir.

Dançando seguiu ela
Picadeiro afora
ou era gênio
ou era louca.
Era bela...

Pelas ruas de Aquarela
O olhar cheio
A flor na boca.

Nas minhas fantasias
Não há metáforas, prepare-se
Para vê-las pela primeira vez.

Mas não se preocupe!
O espetáculo está prorrogado:
Olhe pro céu (agora)
e veja...


T@CITO/XANADU