sábado, 10 de outubro de 2009

S O N H O S


Por ter sido jovem o meu sonho,
o que fiz
fiz imperfeito.
- Reconheço e aceito o preço.
Sem me dar por inteiro
às aprendizagens do amar.

Outra face me
torna a vida
porque capto a poesia.
São passos lentos agora,
- tem pressa não sonhos
resta me o escuro.

Tivessem os sonhos
mãos verdadeiras,
e arrancassem das veias
o grito terrível
que rompe a pele dos dias,
o pleno nos abateria.

Escrevo poemas
dentro da noite ou
perante qualquer amanhecer,
porque se escrevo
é para viver
e não para sonhar a vida.

Descubro tarde
a dor da ignorância
retida no grito que não sai,
enquanto o sonho de amar
custa fazer-se manhã,
vou gritando através do poemar.


(oração e sono para ela...)


T@CITO/XANADU