quarta-feira, 29 de abril de 2009

CANTO DA NOITE


Boca limpa de palavras, nada faz sentido nessa faina escrava de fazer mentiras no mundo das visões. Estafa das noites de mesmas ladainhas, entoadas por dor e solidão.
Tenho garganta de pedra para as claves das aleluias, canto forte no silêncio para não calar e morrer. O que nasce da fala mostra a face, mente e se retira. O que a poesia inventa... Foi apenas o vento. Por isso, não controlo as palavras, não escavo os sentidos. Me sustenho no amargo e no mistério. Rabisco meteoros no céu branco das páginas, uni-versos que pulsam para sempre no infinito.


T@CITO/XANADU