domingo, 1 de março de 2009

GRILHÕES


Teu amor obcecado
pode estar exagerado
Ao teu lado morro,
só e sufocado.


Clausura de desamor
sem culpa e sem dor.
Não amar é não viver?
Apenas outro modo de ver.


Amo à distância da ganância,
então pergunto:
É preciso estar junto?
Tédio! qual o remédio?


Amor futuro não tem futuro.
Amor que não vai embora
é amor que fica,
não pede nem suplica.


Fale me de amor.
Fale me de liberdade,
apoderar-se do outro
causa infelicidade.


Quero-me liberto.
Para pensar e voar,
para criar e cantar.
Dormir e sonhar à céu aberto.


Minha vida presa a sua.
Tornaria meus versos em
noite sem lua,
noite escura de amargura.


Se o pássaro canta mais quando está preso,
é no desejo de espaço para voar
só quem é livre,
tem prazer em cantar.


"Aquele que não ama permanece na morte"
(1 Jo.3:14)



T@CITO/XANADU