segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Bem-Vindos à Xanadu onde tudo pode acontecer...


Uma vez que os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo, buscarei construir planos distintos de temporalidade para situar os eventos, a virtualidade das idéias, e as imagens mentais. Tentarei, com o propósito utópico transformar minhas realidades (assim mesmo no plural) em sonhos. A minha XANADU não tem a ver com a do visionário Ted Nelson, do hiper texto. Nem, com a do Kublai Khan.
A minha XANADU é meu exílio, está mais para castelo de cartas, que para palácio. Um local onde eu posso em meio a devaneios estabelecer uma nova ordem, novos planos, mais de acordo com os padrões de valor da minha realidade contemporânea. O poeta sempre esteve sujeito a uma norma escravizante na hora de transcrever um poema, burlar essa norma, desviar-se dela, às vezes culmina com a criação de um estilo, não quero também me ater a estilos. Sofro da síndrome da mente vadia, e preciso flanar, soltar as amarras, só quem é livre pode voar.
Pretensamente poeta e livre narrarei como um teratólogo, as possibilidades infinitas da imaginação com o intuito de aproximar nossas lentes das idiossincrasias e do incomensurável.