quinta-feira, 28 de julho de 2011

O apelo da imaginação




Depois de escrito os versos
Escrevo o sentido.
Mãos postas em holocausto
Na súplica infinita de gestos
Sinto o despertar entrecortado
Da noite.


O sentido desabrocha
Como mistério fantasmagórico.
Temerário reconheço que existe
Desolação na implacável linguagem
De rosas suicidas,
Na hora da libertação final

As palavras sem rimas
Nem dimensão exata
São feitas para
O tamanho da comunicação.

Ando parado, esperando
O ressurgimento dos sentidos
Momentaneamente escondidos
Nas pétalas e nos abismos.


Vigilante, esperando os signos
Sinto que ainda brotam
Rebentos redivios
De meus olhos carregados
De imagens reticentes.

Tácito

4 comentários:

Michele Santti disse...

Adorei o espaço.
Já estou seguindo.

Te convido para conhecer o Blog

Michele Santti
http://michelesantti.blogspot.com/

Evandro L. Mezadri disse...

Bela obra, Tácito!
Bem escrita, complexa, pessoal.
Grande abraço e sucesso!

mARa disse...

Beijo!

Parece que sumiMos
ou Sumiram
Conosco?!

Vamos reaparecer?!

rsssss...beijo amigo Lindo!

Solange Maia disse...

saudades das suas postagens !!!

beijoooo