terça-feira, 2 de novembro de 2010

VELHA ELEGIA

Esta dor, esta dor é irmã do mar...
velhos lamentos que se multiplicam
nas lembranças já distantes;


pranto convulsivo
a se esbater inutilmente
nas rochas da solidão...


E a vida não será outra,
já não há sonhos, esperanças,
nem do próprio amor a doce miragem;
há apenas vácuo, desilusão,
imagens sombrias da morte...

Tácito

8 comentários:

Guará Matos disse...

Me fez viajar até Tom e Vinicius...

A FELICIDADE

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
e tudo se acabar na quarta feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Prá que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor

Tristeza não tem fim
Felicidade sim.

Abraços.
(Mais uma elegia).

MEL disse...

Gostaria de penetrar na tua "tristeza"

Bj

Maria Ribeiro disse...

T@cito-XANADU: a solidão é pior...
DESEJO que as boas companhias te "penetrem" de amor, alegria e paz.Ciao, POETA.
Mª ELISA

Wanderley Elian Lima disse...

Olá poeta
Um texto carregado de dor e angústia, mesmo assim um belo poema.
Abração

Domingos Barroso disse...

profundidade do mar
e da dor
...

forte abraço,
camarada.

Paulo Braccini disse...

tanto a dor como a morte são retratos da vida ...

belíssimo

;-)

Graça Pereira disse...

Triste mas belo porque, até na morte há uma beleza indescritível e um mistério que cativa.
Beijo
Graça

Whesley Fagliari disse...

Salve salve amigo Tácito... Linda essa sua velha elegia... Simplesmente certeira! Abraços! Luz e Paz!