segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

DENTRO DA NOITE


Incoerência dos dias,
Vãs são as horas vadias
Desmoronamento de sonhos
Não os de valsa
Apenas uma ilusão falsa

Fragmentos de vida luminosa
Nada de novo
Apenas ensejo de felicidade
E renovo
Não creio, não espero

Mais um cigarro incinero
Outra noite de vigília.
Nem meu violão
A alegria dedilha.
Volta para o canto!

Transpiro na testa,
Como o vidro da janela.
Pó na garganta
Mais pó que poço
Então não canto.

Faço desenhos no vidro suado.
Mais um cigarro,
Dou outro trago
Outro traço
As horas mortas, abrem outro maço.

(Indiferente a tudo que os gatos comunicam na madrugada)


5 comentários:

Guará Matos disse...

Sem mais inspiração, ficam os sonhos.
Vão os sonhos, perde-se o pulsar.
Reaja, levita, reviva.
Abraços.

Guará Matos disse...

Sem mais inspiração, ficam os sonhos.
Vão os sonhos, perde-se o pulsar.
Reaja, levita, reviva.
Abraços.

Ausência Instável disse...

Caracas, muito suave e ao mesmo uma facada para acordar que existe a realidade ... nem sempre devemos se aprontar nos poços, mas sim sair desses laços ...!

Eu li um poema seu no Blog do Paulo, e eu achei lindo demais, e vim lhe visitar ...

Parabens, e vou visita lo mais veses!

Um grande abração!

Layara disse...

...oi Paulo, não preciso dizer muito tuas letras dizem tudo...

Noites insones, esperas, tempo que passa, voamos com ele? ou ficamos no tempo que já passou, seres incoerentes somos. Se o tempo passou? pq. ficamos?

Apenas...

Se abrir a janela
Olhe o passaro que plana
Dança no ar em razante brincadeira
Se for Noite veja que a Lua é Branca
E podemos pintá-la da cor de nossas Letras
Se for manhã que o café tenha o gosto de um novo dia...

E se calhar que a Noite possa dormir...

Beijos meu Lindo Amigo!

Lusibero disse...

T@cito. de tudo, o pior é o maldito cigarro... Também preciso dele para me concentrar, esquecer as agruras da vida e tomar coragem para seguir em frente...
BEIJO DE
LUSIBERO