sexta-feira, 10 de julho de 2009

N O T U R N O


A noite me respira!
Minha súplica é calma,
penso num sono infinito
do tamanho da vida.
Respira comigo,
a paz já inquieta.
Lento é o barco da noite...

Ninguém
de dentro da noite,
ouviria se eu gritasse agora,
além de um silvo.
Lá as paredes
não tem ouvidos,
lá me faço ficar...

Sonho! Sem sobressaltos
surge em meio à fumaça,
fotografias antigas
em preto e branco,
detalhes perdidos,
de tanto já ser tempo
se oculta.
*
*
Legados do escuro,
traços silênciosos
de manhãs abortadas,
lembranças de noites ermas.
Acordo na noite da vida,
para ouvir algum amanhecer dizer:
Nada existiu!





T@CITO/XANADU