terça-feira, 12 de maio de 2009

T É D I O


Canto a minha decadência
de homem cativo
do reino da noite.
Canto a melodia da vida,
contemplo a mim mesmo
em momentos divinos.
Com o olhar perdido
buscando o mundo
dos homens cansados,
e encontrando mundos
cansados dos homens.
Ecoa meu grito de homem animal,
por ignorância do tempo-espaço
torno-me invisível para você,
para o mundo, para a vida.
Ópio não fumei,
talvez demais para mim,
fico tonto, envelheço.
Nunca estive preparado,
esta vida deixa-me enjoado.
Vomito o "Miojo" indigesto,
corro nas matas gargalhando,
empenho-me em subir a gangorra...
Durmo então, eivado de cansaços.