domingo, 17 de maio de 2009

S T R E E P - T E A S E

Voce chegou ontem de manhã,
e eu te olhei e sorri...
Estavas toda molhada e fechada
em teus agasalhos,
encolhida mesmo.
Como se estivesses
com medo da vida,
ou com vergonha de mim.
Te levei até a sala, e lá ficaste.
Todas as vezes que eu passava
ao teu lado,
eu te olhava e sorria...
Teu perfume, teu cheiro, teu hálito,
aos poucos invadindo o espaço,
ensejando o desejo.
Sugestiva eloquência
que fala tua mudez.
Estava tão bela em suas vestes vermelhas!
Começaste a retirar teus abrigos,
pouco a pouco, devagarinho...
Como se quisesses me preparar para uma surprêsa.
Teço carícias com os olhos,
atonito cresço sob teu olhar silente.
Assim, durante muito tempo,
foste retirando uma peça de cada vez,
Sem pressa, sem pudor...
Agora, completamente nua
aos meus olhos ávidos,
não pude deixar de expressar
meu encanto e surprêsa.
A paixão se desenhando rubra
no seu leito de veludo.
Por entre tuas pétalas,
os meus dedos entreabrindo seus lábios.
Desenha um aroma no ar,
como se fosse possível inalar,
delírio, ânsia e paixão.
Me dás ar de luz,
totalmente despida aos meus olhos
reluz todo teu esplendor.
Alí estavas na jarra de cristal,
completamente realizada,
em tua beleza de FLOR...