sábado, 17 de janeiro de 2009

LUA DE (DA) MEL


O Mel é da lua
A lua é da Mel
É da Mel também o dia
O dia é do Sol
O Sol é do dia.


É da lua a noite
Noite de antes
Sol de depois
Sol e lua dos amantes
Amantes como nós dois.


Eu como a luz a buscar-te
Tu como a sombra a fugir-me
Lua e Sol. Como se amar
Sem se encontrar?


Lua e Sol no céu.
A distância eclipsando.
Não mais o doce mel
Agora oculto o sol.
Amargo fel.


Repouso no horizonte
Adormeço pensando...
...Amanhã, te ofuscarei com o lusco-fusco
do crepúsculo.
no rosto,um riso não mais que um trismo.


Desperto p’ra mais uma aurora.
Vejo que foi embora.
Anseio por um ocaso
de novo a noite
de novo te vejo.


Glamourosa na imensidão.
Rendo-me ao teu fulgor,
Lembra-me uma esfera de sombra
Um coração sem sangue
Em seu manto de escuridão.


Trago de novo o dia
fluorescência, esperança, ausência.
Pauto de medo, puto de luz
trêmulo de desejo
louco de amor.



T@CITO/XANADU