sábado, 24 de janeiro de 2009

INDIFERENÇA

Muito me amou,
pouco te amei.
Te enganei,
em mim confiou.

Teu sonho desfeito,
eu escondido no meu,
em silêncio, tua lágrima calava.
Eu por egoísmo e preconceito ignorava.

Dizia estar comigo,
teus olhos buscavam os meus.
P'ra dizer que meus fantasmas,
também eram seus.

O tempo violenta um jazigo,
e emerge um amor,
que penso, antigo.
Nova promessa, nova esperança.

Agora te espero, sem pressa.
Não minto, não finjo.
(De)monstro o que sinto.
Agora sei... Te esperarei, seja p'ra quando for.

Quando penso, que pude esquecer...
A musicalidade da tua voz,
que me faz adormecer.
Teu canto que encanta, como canto de sereia.
... Faz doer minha mão ao escrever.



(Tudo que é desde o princípio foi.)